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Doença de Alzheimer é hereditária?

Doença de Alzheimer é hereditária?


A doença de Alzheimer é hoje a causa mais comum de demência. Milhares de brasileiros são acometidos anualmente por essa enfermidade que leva a perda progressiva da memória e de outras habilidades intelectuais. Com o envelhecimento da população, o número de afetados por esse mal tende a crescer. Muitas pessoas, ao trazer seus pais e parentes para uma consulta com o neurologista, o fazem com uma pergunta em mente: eu compartilho do mesmo destino quando envelhecer? A doença de Alzheimer é hereditária? A resposta simples é que provavelmente não, e que diversos outros fatores não genéticos estão envolvidos. Mas para entender melhora questão é preciso falar um pouco de genética.

No caso da doença de Alzheimer duas formas de herança genética podem ocorrer: a herança autossômica dominante e a herança não dominante (poligênica).

A forma autossômica dominante é a mais rara, representando menos 5% dos casos de Alzheimer. As mutações envolvidas nesses casos estão nos genes PSEN1 (localizado no cromossomo 14), PSEN2 (cromossomo 1) e APP (cromossomo 21). Essa forma de Alzheimer acontece muito cedo na vida, às vezes antes mesmo dos 50 anos de idade. Pessoas com essa mutação tem uma história familiar de pais e avós acometidos do mesmo mal. A história de uma pessoa com a forma de Alzheimer autossômica dominante foi contada no filme “Para sempre, Alice”, cuja personagem principal foi interpretada pela Atriz Jullianne Moore. Nessa forma da doença há muito pouco a ser feito e o desfecho é sempre a demência de Alzheimer.

Na forma genética com herança não dominante (poligênica) a presença do gene anormal aumenta o risco de demência, mas não determina o seu surgimento. O fator de risco genético mais conhecido é a presença do gene para ApOE4, presente no cromossomo 19. Quando herdamos um gene como esse de um de nosso pais, temos uma chance 3x maior de desenvolver a doença de Alzheimer. Quando herdamos esse gene de ambos os nossos pais, a chance salta para 15x maior. Quando se tem o infortúnio de herdar genes como esse risco de demência aumenta consideravelmente, mas que medidas podes ser tomadas para que a doença não se manifeste?

Costuma-se dizer que “a genética te dá uma arma, mas o seu estilo de vida é que puxa o gatilho”. A doença de Alzheimer genética não dominante pode ser protelada ou até prevenida com bons hábitos de vida. Exercícios físicos, boa alimentação e estímulos intelectuais ao longo da vida são fatores de proteção.

Não é rotina os médicos pedirem estudos genéticos para pessoas com Alzheimer. Saber que sé é portador de uma forma dominante se traduz hoje numa sentença, já que não temos tratamentos eficazes. Muita gente não lida bem com isso e esse tipo de informação. O teste genético deve ser precedido de aconselhamento genético e avaliação com um psicólogo. Na forma não dominante (poligênica) também não se costuma fazer a pesquisa da ApOE4, já ela somente confere aumento de risco e não mudaria a recomendação que vale para todos: exercitar-se, comer direito e estimular o cérebro.

Importante acrescentar que uma boa parte dos casos de Doença de Alzheimer não tem influência importante da genética. São as chamadas formas esporádicas da doença. Nesses casos não há genes específicos envolvidos. O tratamento das formas genéticas e esporádicas da Doença de Alzheimer são os mesmos, assim como as medidas de prevenção. Para saber mais sobre Doença de Alzheimer leia o nosso blog ou marque uma consulta com uma de nossas atendentes.

Publicado em: 31 / Jan / 2017

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