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Curcumina: possivelmente terapêutica na doença de Alzheimer

Curcumina: possivelmente terapêutica na doença de Alzheimer


A Curcumina é um componente ativo encontrado no pó amarelo-alaranjado extraído do Açafrão da Índia (Curcuma longa). É um composto fenólico que possui propriedades anti-inflamatórias, antimutagênica, antitumoral, hipoglicemiante, inibidora da atividade de fatores de transcrição, como o NFK-B, antiamiloidogênico e lipofílico.

Um dos mecanismos de desenvolvimento da Doença de Alzheimer são as alterações na neurogênese hipocampal (formação de novos neurônios na região do hipocampo – responsável pela aprendizagem e memória).

A cúrcuma mostrou-se um importante regulador positivo da neurogênese no hipocampo, através do aumento significativo da expressão de genes envolvidos na proliferação celular e diferenciação neuronal, provocando um possível processo de auto reparação do cérebro.

Outro potencial mecanismo que pode explicar esse efeito da curcumina é que esta pode evitar alterações associadas ao envelhecimento em proteínas celulares que levam à agregação e insolubilidade celular após isquemias, tais como peptídeo Beta amiloide e a proteína TAU (tais proteínas quando defeituosas, desestabilizam os microtúbulos, e levam ao aparecimento da Doença de Alzheimer). A curcumina portanto, tem mostrado importante papel neurogênico e neuroprotetor, se tornando importante agente terapêutico para a medicina regenerativa e para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

Publicado em: 11 / Abr / 2016

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