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A contribuição do trabalho da terapia ocupacional na melhoria da qualidade de vida dos idosos

A contribuição do trabalho da terapia ocupacional na melhoria da qualidade de vida dos idosos


O novo desenho epidemiológico da população brasileira e o aumento do número de idosos estão sendo acompanhados pela solicitação de ações especificas a esse segmento populacional. Pesquisas apontam que no Brasil entre os anos de 1950 e 2025, a população total aumentará cinco vezes, enquanto a população de idosos crescerá quinze vezes. Os múltiplos aspectos do processo de envelhecimento demandam vários profissionais para em conjunto construírem a qualidade de vida do idoso. Desse cenário surge a necessidade de uma equipe interdisciplinar que se dedique ao estudo e atenção aos idosos. Nesse contexto interdisciplinar a Terapia Ocupacional vem se estabelecendo como um significativo campo de conhecimento com atuação nos vários ramos da área da saúde e, em particular, na área da Geriatria e Gerontologia.

Segundo Silvia Borsoi (1996, p.348), “A Terapia Ocupacional é um tratamento dado ao idoso, objetivando facilitar para o mesmo a possibilidade de viver de forma sadia seu processo de envelhecimento”. Isso significa para o idoso a realização, de acordo com seu grau de independência, das atividades de vida diária (AVDs), atividades da vida prática (AVPs), atividades produtivas (remuneradas ou não) e atividades de lazer. Na velhice o fazer às vezes encontra-se comprometido e o terapeuta ocupacional vai estimular a funcionalidade através de adaptações e estratégias que possibilitem o idoso realizar o máximo de atividades possíveis para sua independência e qualidade de vida.

O envelhecimento ativo almejado por todos é definido pela Organização Mundial da Saúde (2002:12) como “O processo de otimizar as oportunidades para a saúde, participação e segurança com o objetivo de intensificar a qualidade de vida conforme a pessoa envelhece.”

Muito do que se determina como envelhecimento ativo se encontra na filosofia de trabalho da Terapia Ocupacional, que é: o fazer que possibilita a saúde e o bem estar, com o objetivo de colaborar com o idoso para que ele realize de forma satisfatória e adequada as atividades cotidianas na construção da autonomia e independência. Para tal o terapeuta ocupacional faz o uso de atividades analisadas e selecionadas que estimulam as AVD’s, AIVD’s, trabalho e lazer, intervindo nos níveis preventivo, curativo e de reabilitação. Tamai (2010) refere que essas atividades podem ser expressivas, lúdicas, artesanais, cognitivas, da vida diária e de automanutenção, psicopedagógicas, profissionalizantes, entre outras, devendo ser analisadas e avaliadas sob os aspectos anatomofisiológicos, cinesiológicos, psicológicos, sociais, culturais e econômicos. Vale ressaltar que a elaboração dessas atividades é personalizada para cada idoso, dependendo de sua necessidade, história de vida, hobbies, capacidades e limitações.

Para a indicação dessas atividades o terapeuta ocupacional faz uma avaliação que inicia com o levantamento dos dados sociodemógraficos do idoso, seu histórico de vida e queixa principal. Completando esse processo utiliza-se a avaliação funcional, a cognitiva e a do ambiente.

A Terapia Ocupacional atua em várias áreas de atenção ao idoso, dentre eles, em consultórios, Instituições de Longa Permanência (ILPI), domicílios, ambulatórios, centros de convivência e Universidade da Terceira idade.

A reorganização do tempo livre, programas de preparação para a aposentadoria, reestruturação do cotidiano, a reconstrução do significado do lazer e a promoção do envelhecimento ativo também são pontos relevantes do trabalho do terapeuta ocupacional.

Na construção do tratamento terapêutico ocupacional do idoso o terapeuta precisa estar atento a alguns pontos relevantes: a formação do vínculo terapêutico, fundamental na relação terapeuta e paciente; o conhecimento das alterações fisiológicas do envelhecimento; a clareza na comunicação; saber lidar com angústia, morte, inatividade, que são comuns nesse período e realizar reavaliações periódicas.

A família e o cuidador também são pontos relevantes no processo de avaliação e reabilitação e a terapia ocupacional trabalha em conjunto através de orientações e adaptações visando um tratamento mais eficaz e completo.

Com o aumento da quantidade e da longevidade do idoso nasce à necessidade de uma nova realidade mundial, com profissionais preparados e voltados a construção de um envelhecimento com qualidade através de um atendimento personalizado. A terapia ocupacional através de suas competências é uma das responsáveis pela qualidade de vida do idoso.

Publicado em: 03 / Dez / 2015

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